Dias Felizes

Sexualidade

Faria amor no primeiro encontro?

Entre química, desejo, ousadia, a promessa de uma relação estável ou a mera promiscuidade, fica a dúvida... Você seria capaz?

CPM Em Portugal os Centros de Preparação Para o Matrimónio existem desde 1960. Hoje, estes centros estão implantados em quase todas as dioceses do País. Têm como prioridade ajudar os noivos a preparar o casamento católico, de modo a compreenderem o significado desse Sacramento e a reflectirem sobre diversas situações. A Associação dos Centros de Preparação Para o Matrimónio - CPM - Portugal tem estatutos aprovados pela Conferência Episcopal desde 10 de Abril de 1991. O segundo artigo do primeiro Estatuto refere o seguinte: "O CPM tem como finalidade principal a promoção de sessões de preparação de noivos para o Matrimónio através de uma pedagogia e metodologia próprias baseadas na revisão de vida e no testemunho vivencial de casais católicos, assistidas por sacerdotes e apoiadas na reflexão e diálogo conjugais." Ou seja, desengane-se quem pensa que se trata de "Cursos". Os CPM são encontros de debate informais entre casais de noivos, que contam com o testemunho de casais mais experientes, moderados por um padre, que visam discutir as mais diversas facetas da vida conjugal nos dias de hoje.

Um dia perfeito

Casamento Religioso

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Tradição católica

Se a opção fôr casar pela Igreja Católica, um dos passos iniciais é marcar um encontro com o padre da igreja onde se realizará o matrimónio.

Para se realizar um casamento católico, é necessário possuir-se comprovativos de que nada impede o matrimónio, como por exemplo a existência de um anterior casamento celebrado pela igreja.
Três meses antes do enlace, os noivos têm de entregar os mesmos documentos que são necessários para o casamento civil. Depois de preenchidos os impressos, os editais serão afixados na paróquia e ficarão a "banhos" (ou seja, expostos ao público) durante oito dias. Durante esse período, e autorizado o casamento pela conservatória, o padre também irá averiguar se há ou não impedimentos.
Se o noivo e a noiva viverem em paróquias diferentes, ambos os padres deverão ser visitados. Na igreja onde o casamento não se realizará, são necessários os mesmos documentos. Para não terem de se preocupar com estes processos burocráticos, os noivos podem solicitar que seja a igreja a tratar de todos os papéis e pagar por esse serviço.

É de esperar que o sacerdote com quem os noivos devem falar assim que decidem dar este passo indague se são baptizados e se frequentam a missa com regularidade. Um padre tem o direito de recusar a celebração de um casamento se tiver razões para acreditar que o casal não se entrega aos ideiais do casamento da igreja católica.

Não havendo impedimentos, o casal será convidado a participar em sessões de preparação para o matrimónio - CPM (ver caixa ao lado).

A cerimónia religiosa poderá incluir uma missa completa ou consistir numa cerimónia mais rápida, a estrita celebração do sacramento do matrimónio sem comunhão.

Após a celebração do casamento, o padre envia um comunicado do casamento à Conservatória do Registo Civil, que fica averbado à certidão de nascimento.

Casamentos mistos
Por norma, a igreja católica aceita o casamento religioso entre um católico e um não-católico. Por exemplo, será permitido que um islamita, anglicano ou ateu se una a uma católica, sem que se ponha a questão da conversão. O nubente não católico assume apenas o compromisso de não obstar à fé e prática católica do cônjuge e de permitir a educação católica nos filhos ou, pelo menos, compatibilizá-la com a transmissão dos valores próprios da sua própria confissão religiosa.

Embora estas situações sejam cada vez mais frequentes e bem aceites pela igreja, sobretudo quando um dos noivos se afirma ateu ou agnóstico e o outro faz questão de casar religiosamente, a Igreja Católica reserva-se o direito, nestes como em qualquer outro caso, de aprovar ou não, consoante análise, na pessoa do bispo da diocese respectiva, cada processo.

Os nubentes que, por alguma razão, virem o seu processo chumbado podem recorrer aos tribunais eclesiásticos. À semelhança do que acontece nos tribunais judiciais civis, os tribunais eclesiásticos têm várias instâncias de apelo. Em último caso é possível até recorrer a Roma, com um apelo ao Papa.


 
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